Secretário de Educação foi informado sobre o problema
Na manhã desta quinta-feira, 11, funcionários de uma empresa contratada pela prefeitura de Vilhena para realizar serviço de limpeza e conservação de escolas se mobilizaram em protesto contra a ausência de repasse do pagamento ao patrão, fato que também motivou ausência da quitação dos salários. De acordo com uma testemunha do encontro, que preferiu manter em sigilo tanto seu nome quanto o do estabelecimento de ensino, os serventes não estavam dispostos a negociar nada, limitando-se a estabelecer um ultimato: ou o pagamento sai até o meio-dia de amanhã ou eles param de trabalhar.
Segundo a fonte, a conversa entre os trabalhadores e a direção da escola aconteceu sem a presença dos responsáveis pela empresa. No entanto, sempre de acordo com o informante, a firma estaria dando suporte aos empregados na iniciativa. Ele relatou que, na ocasião, a diretora do colégio entrou em contato com o secretário municipal de Educação, José Carlos Arrigo, relatando a situação.
A reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE conversou também por telefone com Arrigo nesta tarde. Ele admitiu o atraso do pagamento, que seria de “pouco mais de um mês”, mas não confirmou ter conhecimento do protesto e da ameaça de paralisação. “Os serviços estão sendo executados normalmente”, declarou.
O secretário acrescentou que, na manhã de hoje, conversou com o empresário contratado, o qual lhe contou sobre as dificuldades que enfrenta em virtude do problema. O secretário garantiu que ainda hoje vai conversar com os responsáveis pela Secretaria Municipal de Fazenda para resolver o caso “o mais rápido possível”. Arrigo declarou também que a terceirização do serviço de limpeza não abrange toda a rede de ensino municipal, limitando-se as quatro maiores escolas do município.