Quem frequenta a Câmara de Vereadores de Vilhena sabe que a melhor referência técnica da instituição e que domina qualquer assunto relacionado ao Legislativo não está entre os dez representantes do Parlamento eleitos pela população. Ninguém conhece melhor a “Casa do Povo” e todo seu funcionamento do que Celuta Bayerl (FOTO), Diretora Legislativa do Poder.
Isto a torna naturalmente uma pessoa ideal para ocupar outra função: estar entre os nomeados através do voto popular. Difícil discordar, mas um ponto de vista como este partindo de uma vereadora que está no mandato o torna ainda mais relevante. Na manhã de ontem (quarta-feira, 03) a vereadora Maria José da Farmácia (PDT) confirmou oficialmente que não seguirá “carreira de parlamentar municipal”, e a meta de tentar outro mandato nas eleições de 2016 está descartada (leia entrevista completa na edição impressa do jornal FOLHA DO SUL que circula a partir deste sábado). No entanto, ela quer apoiar uma candidata para ocupar sua vaga: “Eu gastaria três solas de sapato andando de casa em casa pedindo voto para a Celuta, e torço para que ela encare o desafio”, anunciou.
Ao saber, minutos depois da declaração da pedetista, sobre o “lançamento” de sua candidatura, Celuta não descartou a possibilidade disso acontecer. Não confirmou nada, mas questionou a reportagem acerca da possibilidade e quis saber a opinião do repórter sobre como uma notícia destas seria recebida pela mídia e a população. Ela não é filiada a partido algum, e há duas eleições atrás chegou a ser sondada por legendas e lideranças com proposta semelhante, mas descartou de imediato.
Desta vez pode ser diferente. No próximo ano a servidora conclui a faculdade de Direito, portanto, uma candidatura em 2016 não comprometeria sua vida pessoal e potencialização de seu conhecimento na área. “Pode ser”, chegou a expressar. Experiência é o que não lhe falta, afinal, ela é a segunda pessoa a permanecer mais tempo corrido na Casa de Leis vilhenense, somando 18 anos. Só perde para Jacy Alves, que acumulou duas décadas em virtude de exercer cinco mandatos consecutivos no Parlamento.