O superintendente de Turismo de Rondônia, Júlio Olivar, ouvido ontem na Polícia Federal, em Porto Velho, sobre um suposto esquema de corrupção no Governo do Estado, conversou por telefone, na tarde desta sexta-feira, 21, com o FOLHA DO SUL ON LINE.
O jornalista fez questão de explicar que, ao contrário do que havia sido publicado pelo site, com base em informações de um amigo dele, não teve o apartamento na capital vasculhado por agentes da PF. Também não procede, segundo Júlio, a afirmação de que ele teria pedido a esse mesmo amigo a contratação de um advogado.
O comunicador explicou que foi chamado a depor na condição de testemunha na investigação de um caso específico: a contratação de seguranças armados para as escolas do Estado.
Conforme o vilhenense, o delegado que o interrogou por mais de três horas quis saber se as três empresas que disputaram a licitação eram controladas pelo ex-senador Expedito Júnior (PSDB). O interrogado disse desconhecer o assunto, mas a autoridade teria dito: “Não estou perguntando, estou fazendo uma afirmação”.
O superintendente diz ter saído do interrogatório com a impressão de que o alvo da ação policial seria a empresa Rocha Vigilância, que está em nome de familiares, mas que, conforme a própria PF, seria controlada por Expedito.
O teor de seu interrogatório demonstraria, segundo Olivar, a desconfiança dos investigadores de que o líder tucano, que aliás também foi chamado a depor, seria dono das três firmas que simularam a concorrência pela vigilância escolar.
O comunicador disse não temer qualquer investigação sobre os doze meses de sua gestão à frente da Secretaria de Estado da Educação. “Agi conforme manda a lei e só fiz pagamentos à Rocha depois de me municiar de pareceres dos órgãos de controle do governo”, ressalta.