No último sábado (17 de dezembro), cerca de 20 pais e mães de alunos acamparam na porta da escola de educação infantil Chitosse Mochizuki Inaba, considerada a melhor do segmento na cidade. O grupo queria garantir a matrícula dos filhos no estabelecimento, que atende cerca de 300 crianças com idades entre 3 a 5 anos. O secretário de Educação, José Carlos Arrigo, esteve no local e conversou com os pais, pedindo para que eles fossem embora, pois não havia necessidade de tamanho sacrifício, já que as matrículas estariam abertas, na segunda (19), mas ninguém arredou pé de lá. Homens e mulheres só foram para casa após garantir as vagas que buscavam.

Em conversa com o FOLHA DO SUL ON LINE, Arrigo disse que todo ano é a mesma coisa: pais fazem vigília na creche em busca de vagas. O secretário explica que as crianças já matriculadas têm garantia de que serão rematriculadas até a idade-limite, que é 5 anos. O educador garante que não há falta de lugares na rede municipal. “O problema é que, como a Chitosse é uma escola muito procurada e com fama de ser a melhor da cidade, vem gente de bairros distantes para matricular os filhos”.

COMO SER JUSTO – O que também se repete todos os anos na entidade mais bem avaliada pelos pais é a disputa entre os que chegam primeiro e os que moram mais perto da escola. Pela lógica, famílias que moram nas proximidades do estabelecimento, deveriam ter prioridades. Mas, neste caso, vale a lei, que garante a todos o acesso ao ensino: assim, quem solicita primeiro a vaga, tem que ser atendido, independente do bairro de onde vem.

Arrigo calcula que, em 2012, aproximadamente 11 mil estudantes serão atendidos na rede municipal. Deste total, cerca de 3 mil são crianças do ensino infantil. “Peço que os pais procurem vagas nas escolas próximas de suas casas”, aconselha o secretário.