Idosa usou “engenharia” para esconder celular
Não é só em Vilhena que agentes penitenciários flagram ações ousadas de pessoas tentando fazer chegar aos apenados os mais diferentes objetos. Na cidade, já foram encontrado telefones celulares introduzidos em mulheres através do ânus e da vagina.
E criatividade dos facilitadores do tráfico e da criminalidade dentro dos presídios em outras cidades de Rondônia não tem limites. Eles usam meios quase inimagináveis na tentativa de driblar a segurança penitenciária e transportar para as celas itens ilícitos como drogas, celulares e objetos para serem utilizados nas ações de fuga.
No último final de semana os agentes penitenciários da Casa de Detenção de Guajará-Mirim frustraram uma tentativa inusitada por parte de uma idosa de 67 anos, que compareceu para visitar o filho recluso na unidade transportando um aparelho celular dentro de um pacote de biscoito da linha cream-cracker água e sal.
O que chamou a atenção dos agentes - que já se depararam com as mais diversas situações - foi a engenharia feita no alimento para que fosse introduzido o aparelho. Os servidores observaram que foi necessário cortar o biscoito um por um, numa mesma proporção, para que juntos no pacote se formasse uma cavidade onde ficou escondido o celular.
BOLA RECHEADA
Outro caso inusitado aconteceu recentemente na Casa de Detenção de Machadinho D'Oeste, quando os agentes penitenciários foram surpreendidos com uma bola de futebol recheada com cinco celulares, chip, carregador e uma trouxinha de cocaína. A bola entraria na unidade para a descontração dos apenados no momento de “banho de sol”, mas a finalidade era outra. Clique aqui e assista o vídeo.
COMBATE A CRIMINALIDADE
O presidente do Singeperon (Sindicato da categoria), Anderson Pereira, parabenizou o trabalho dos agentes nas unidades de Guajará-Mirim e de Machadinho D'Oeste, e destacou que “ações como essas, que envolvem eficiência e perícia, são frequentes durante as revistas de rotina”, e que “mesmo com as precárias condições de trabalho em todas as unidades prisionais do Estado, esses servidores têm feito o possível para combater a criminalidade dentro dos presídios”, disse Anderson.