Depois de quase nove anos, o cantor Rodriguinho está de volta ao Os Travessos. Edmilson, Rodrigão, Chorão e Filipe não parecem ter se distanciado por tanto tempo do vocalista da formação original. Em ensaio, na última terça-feira (25), os pagodeiros disseram ao UOL que a retomada tem "sabor de inovação". Segundo eles, o "pagode está estagnado" e, por isso, a "banda dos anos 90 vai continuar de onde parou".

Aos 20 anos de união, Os Travessos estão mais velhos. Rodriguinho engordou. Chorão está mais homem, segundo ele. Felipe também comanda os vocais. Edmilson e Rodrigão têm filhos adolescentes. E a banda também mudou. Com guitarras e bateria mais pesadas do que na década de 90, eles querem um som mais arrojado com dez músicas inéditas no álbum "Tarde ou Cedo" e nova roupagem aos antigos sucessos – entre eles: "Quando a gente Ama", "Meu Querubim", "Adivinha". A banda conta também com três dançarinas, que adaptaram passos de hip-hop aos palcos.

Rodriguinho diz que a volta se fez necessária para trazer esse "formato diferente" ao segmento musical. O vocalista acredita que o pagode atual é o mesmo daquela época. No entanto, as bandas de sucesso foram desaparecendo. "Os grupos novos se espelham nos antigos e eu acho que não teve uma inovação. Se pegarmos o que apareceu de grupos novos são poucos. Vamos falar de quem? De Turma do Pagode, de Thiaguinho, que era do Exalta e saiu. A raiz é tudo da década de 90", explicou ele em entrevista exclusiva ao UOL.

De acordo com o vocalista, a volta de outros grupos prova a consistência da música que era feita entre 1990 a 2000. "Passaram tantos anos e a gente volta com Os Travessos e está atual. As pessoas enxergam isso. Só Pra Contrariar, por exemplo, faz inúmeros shows por aí e o Raça Negra também", disse.