Mais votado deste ano fez mais que o dobro de votos do antigo “chefe”
 
Chamou a atenção, em Vilhena, o baixo desempenho, este ano, de alguns vereadores que, em 2016, fizeram boas votações. No pleito de agora, houve caso de parlamentar cuja votação foi reduzida em quase 80%. O melhor exemplo desta derrocada é o da servidora pública Leninha do Povo, que quatro anos atrás se elegeu pelo PTB e em 2020 concorreu pelo PSC. Dos 1.851 votos que fez no passado, recentemente ela saiu das urnas com minguados 372.
 
O advogado Rafael Maziero (PSDB), quem em 2016 foi o segundo mais votado, com 1.346 votos, perdeu quase a metade e, este ano, acabou com 771. Ironicamente, o bacharel em Direito Dhonatan Pagani, também do PSDB, que era assessor dele, fez 1.878 votos.
 
O radialista França Silva (PV), cotado para se reeleger, quarto mais votado em 2016, com 1.1170 sufrágios, agora ficou com menos da metade: 431 votos. Rogério Golfetto (PDT) caiu de 982 para 346; Vera da Farmácia (PP) saiu de 963 em 2016 para 541 agora.
 
Mesmo entre os que ficaram na suplência em 2016, a queda foi brusca este ano: Neide Ikino (Podemos) saiu de 819 para 387; Pastor Francis Godoy foi de 602 para 362; e Adilson de Oliveira caiu de 655 para 604. Ernando Lucena (PSC), que chegou a ser suplente na legislatura 2012-2016 saiu das urnas com míseros 78 votos.
 
Entre os próprios candidatos, são dadas três explicações para esta retração abrupta: fraude nas urnas; número excessivo de postulantes à vereança (mais de 200) e eleitor que prometeu voto e não cumpriu.
 
A verdade, porém, é que mesmo entre os eleitos houve queda nas votações. Exemplo disso é o presidente da Câmara, Ronildo Macedo (PV), que fez 1.185 votos em 2016 e agora se reelegeu com 827.