Na manhã de hoje, dezenas de acadêmicos da Unir de Vilhena fizeram uma manifestação  em frente à Universidade. Eles reivindicam professores para suprir as necessidades da maioria dos cursos oferecidos pela instituição. Os portões foram fechados com faixas e um grupo de alunos permaneceu na entrada principal conversando com os acadêmicos de Pedagogia, que no momento é o único curso oferecido com o quadro de professores completo. Os coordenadores do Diretório Acadêmico lembram que há apenas dois anos o curso contava apenas com dois professores efetivos. Um período negro que contou a luta de alunos responsáveis pelo Centro Acadêmico de Jornalismo na época que colaborou com a solução do problema.  “ Não trancamos a porta de entrada em respeito aos acadêmicos, mesmo os que não entenderam, como no caso dos estudantes de Pedagogia. Demos a liberdade de escolha,  pois entendemos que nossa luta é para melhorar o campus e estamos cobrando de quem tem esta responsabilidade. Infelizmente, esses alunos são novos e ainda não sentiram na pele o que nós já sentimos nos últimos anos”, revela Paulo Mendes, presidente do Diretório Acadêmico.

Munidos de vuvuzelas, apitos, faixas e cartazes contendo frases de protesto, os  manifestantes ficaram a postos nos dois portões de entrada do estacionamento e biblioteca, além da porta de entrada.

Segundo uma das coordenadoras do movimento, Dariete Saldanha, os alunos também reivindicam melhor acesso à universidade nos finais de semana, pois a grande maioria  trabalha durante a semana e precisa fazer suas pesquisas no sábado.

Os alunos esperam conseguir uma reunião com o reitor da Universidade, José Januário Amaral, que deverá estar em Vilhena nesta semana. Além da contratação de professores, os alunos pretendem cobrar do reitor providência quanto à falta de laboratórios para a prática de disciplinas específicas, como é o caso do Jornalismo. 500 mil reais foram investidos no laboratório do curso, mas até hoje não existe uma sala para a montagem dos equipamentos, que correm o risco de serem deteriorados por falta de uso.

Para o acadêmico e vice-presidente do DA, Jenilton Alves Pedro, a direção do campus tem se omitido em resolver a questão da falta de professores, haja vista a quantidade de documentos protocolados pelo DELL – Departamento de Estudos Llinguisticos e Literários, solicitando novas contratações. A paralisação continua até o período noturno de aulas.