Aproveitando a brecha aberta pela Emenda 58/09 da Constituição Federal, que reformula o número de cadeiras nas Câmara Municipais de todo o país, vários municípios de Rondônia fizeram alterações em suas leis orgânicas e, com isso, abriram mais vagas nos Legislativos.
Em Vilhena, por exemplo, os edis decidiram, na sessão da última segunda-feira, adotar o número máximo de assentos na Câmara: por 9 votos a 1, a Casa elevou de 10 para 15 a quantidade de cadeiras.
Em Ariquemes, cidade que tem 14 mil habitantes a mais que Vilhena, os “representantes do povo” foram menos gulosos e, ao invés de fixar no número máximo permitido pela nova regra as vagas parlamentares, adotaram uma quantidade intermediária. Das 17 cadeiras previstas, eles resolveram ficar com “apenas” 13. Ou seja, com seus 90.353 moradores, Ariquemes terá menos gente consumindo recursos públicos que a “cidade-clima” que, com 76.202 habitantes, se deu ao luxo de garantir empregos para 15 parlamentares.
Na cidade do governador Confúcio Moura, embora a discussão também não tenha sido feita com a sociedade, houve ao menos menor apoio dos principais interessados na matéria. Ao discutir o aumento da Câmara, três dos dez vereadores votaram contra as novas vagas. Aqui, dos mesmos dez, apenas José Garcia (DEM) se posicionou pela manutenção do tamanho atual do Parlamento.