Mesmo assim, município cerejeirense conta com 29 profissionais em atividade

“Está cada vez pior”. Foi com essas palavras que um dos mais antigos taxistas de Cerejeiras definiu o rumo que sua profissão está tomando de uns três a quatro anos para cá. O movimento dos táxis está cada menor.

Segundo o taxista ouvido pelo FOLHA DO SUL ON LINE, a queda maior das corridas de táxis são as do trecho entre Cerejeiras e Vilhena, conhecidas como “lotação”, em que cada passageiro paga uma “cota” para ter direito a uma das quatro vagas no carro.

De acordo com o taxista ouvido pelo site, pelo menos duas razões, além de vários moradores atualmente terem carros próprios e agora fazerem a viagem no veículo particular, demonstram a queda do transporte de passageiros no trecho entre as duas cidades.

A abertura da agência da Caixa, em 2012, e do Banco da Amazônia, em 2016, ambos em Cerejeiras, diminuiu a necessidade de deslocamento de moradores para Vilhena, prejudicando os táxis.

Já a segunda razão é a concorrência acirrada com a Eucatur, que colocou um ônibus denominado “Rapidão”, que não é rápido, mas oferece passagens a R$ 15,00 no mesmo trecho Cerejeiras-Vilhena, contra R$ 40,00 do táxi. O “Rapidão” faz pelo menos seis viagens por dia entre as duas cidades.

Mesmo com a crise do setor, ainda existem 29 taxistas em atividade em Cerejeiras – fora os profissionais do volante de Vilhena que fazem o percurso inverso. Além de alguns passageiros, os profissionais do volante também disputam as encomendas, a R$ 20,00 cada no trecho Cerejeiras-Vilhena.