A falta de filas nas seções de votação em Vilhena neste segundo turno foi interpretada inicialmente como um indicativo de que o número menor de candidatos para serem escolhidos estaria facilitando a ação do eleitorado local.


De fato, se na primeira etapa eram 6 escolhas, o número se reduziu a uma, já que o novo governador de Rondônia (Marcos Rogério, do PL, foi eleito no primeiro turno. Em todos os locais, cada eleitor demora menos de 1 minuto na cabine de votação.


Mas, segundo apurou o FOLHA DO SUL ON LINE, a ausência de filas aponta para uma situação preocupante, conforme admitiu a própria Justiça Eleitoral local: a abstenção, que na primeira votação tinha ficado em 22%, e que pode saltar para 30% hoje.


Ao monitorar a movimentação de eleitores e comparar a participação deles no pleito, a Justiça Eleitoral calculou que o número está abaixo do esperado. “Das 7:00h às 10:00h é o horário considerado de pico. É nesse período que vota a maior parte do eleitorado. Depois do meio dia é quase nada”, resume uma das envolvidas no acompanhamento da votação.


Diante da possibilidade de um terço dos vilhenenses deixarem de votar, a representante da Justiça Eleitoral faz um apelo: “como é uma eleição muito polarizada, muito apertada, a gente está acompanhando justamente por isso, porque queremos que a população vote, não importa em quem”.