Afastado do Hospital Regional de Vilhena há três meses, por ordem da justiça, que acatou uma denúncia do Ministério Público local, um médico que atua há mais de 25 anos na unidade, recorreu ao próprio órgão para mostrar que, como ele, existem vários servidores da saúde que mantêm contratos com o Estado e o município.

O médico foi afastado porque, segundo o MP, além de dois contratos de 20 horas cada um com o Estado, também era contratado para atuar por mais 20 horas na rede municipal. O site apurou que, quando o profissional assumiu a vaga no serviço público estadual, era praxe os dois contratos de 20 horas. Tanto que todos os profissionais que começaram a atuar nesta época (meados da década de 80), cumprem a mesma carga horária.

O servidor denunciado, ao responder à denúncia, pediu que os promotores que investigam seu caso, passem a observar a situação de outros profissionais.

Se, por outro lado, os promotores adotarem com os demais servidores o mesmo rigor que dispensaram ao médico, estará criado o caos na saúde de Vilhena –que, aliás, anda capenga por falta de pessoal especializado. Segundo levantamento informal feito pelo FOLHA DO SUL ON LINE, são vários os funcionários da saúde que, exatamente como o investigado, acumulam os três contratos.

Aí é que se chega na sinuca de bico: se mantiver o afastamento do médico, o MP terá que afastar mais gente. E, se fizer isso, praticamente inviabiliza o atendimento no Hospital Regional, que recebe pacientes de todo o Cone Sul.