Samir Ali também começa a se irritar com postura subserviente da Câmara

Único vereador de oposição “autêntico” em Vilhena e lutando sozinho na Câmara de Vilhena, o policial militar da reserva Carlos Suchi (Podemos) também é o único dos 12 parlamentares da Casa que não indicou ninguém para ser contratado na gestão do prefeito Eduardo Japonês (PV). 

Suchi, que é acusado pelos colegas de ter sido “omisso” na gestão da prefeita Rosani Donadon (MDB), de quem era aliado, vem fiscalizando com rigor as denúncias que recebe da administração de Japonês, com quem, aliás, já chegou a trocar farpas.

Agora, na confortável posição de estilingue, enquanto o restante dos colegas vira vidraça, o parlamentar escarafuncha indícios de malfeitos na prefeitura. Ainda não desencavou nenhum escândalo digno do nome, mas vem encontrando uma série de problemas, que faz questão de denunciar.

Nesta semana, por exemplo, Suchi apareceu dentro da cratera formada numa estrada rural e disparou: “Estive na Linha Corumbiara na Farinheira averiguando as condições das estradas, que atualmente se encontram péssimas e intransitáveis, e mais de 30 (trinta) famílias necessitam percorrer neste trecho diariamente. Estarei reivindicando ao Executivo Municipal por melhorias nas estradas desta região”!

É SÓ O QUE RESTOU
A “macheza” atual de Suchi, em contraste com a atuação acanhada de antes seria motivada, segundo um colega dele, pela postura do prefeito e sua “base aliada”, que isolam e tentam até hostilizar o parlamentar. 

“O Suchi está aproveitando o fato de não lhe darem atenção nem espaço e se sente livre para fiscalizar aquilo que os outros vereadores, por conveniência e vantagens, não têm coragem de fazer”, analisa um amigo do militar, antecipando que ele deve manter o foco em denunciar irregularidades na administração municipal.

NA BRONCA TAMBÉM
Outro parlamentar que anda irritado com a subserviência da Câmara ao prefeito é outro estreante: Samir Ali (PSDB), mesmo fazendo parte do bloco de situação, já avisou publicamente que não pretende abrir mão de seu direito de fiscalizar ações do mandatário e de denunciá-las, quando for o caso.