Tibes disse que cemitério está chegando ao limite da capacidade

Em visita à redação do FOLHA DO SUL ON LINE, na manhã desta quinta-feira, 29, o administrador do cemitério Cristo Rei, em Vilhena, Adair Tibes, comentou a polêmica publicada pelo site, que relatou a denúncia da família de um bebê, feita ao Ministério Público. Lembre aqui.

Tibes esclareceu que a taxa de R$ 850,00 que a família deveria pagar foi cobrada por prestadores de serviço terceirizado. Mas o total, que nem chegou a ser pago, seria referente ao trabalho de remoção de uma ossada, para abrir espaço no jazigo da família, a fim de permitir o sepultamento do bebê naquele local.

O administrador acrescentou que o dinheiro não iria para o poder público, que não dispõe de servidor capacitado para esse tipo de procedimento. “Caso a família quisesse evitar essa taxa, teria que fazer a exumação, o que não recomendamos”, relatou, acrescentando que existe o risco de a pessoa não habilitada contrair algum tipo de doença no contato com os restos mortais.

Reafirmando que não cobra nada a não ser as taxas previstas em lei, Tibes aproveitou para fazer um alerta: a capacidade do cemitério vilhenense está quase esgotada. Assim, se um outro local para a realização de sepultamentos não for providenciado, em um ano não haverá mais espaço ali. Deste modo, apenas pessoas que têm jazigos e áreas reservadas poderão enterrar os familiares.

Adair também informou que a própria prefeita Rosani Donadon (MDB), ao ser informada da situação, já determinou que sua equipe encontre uma área destinada aos sepultamentos.