Shara Eugênio diz que recurso do MP não apresenta provas
Por telefone, falando ao FOLHA DO SUL ON LINE, a advogada Shara Eugênio de Souza voltou a dar declarações de confiança na inocência do ex-servidor da Ciretran em Cerejeiras, Ismael José da Silva, 30, que passou quase 5 meses preso, acusado de matar a namorada, mas foi inocentado e posto em liberdade.
Diante da decisão do Ministério Público, que tenta reverter a sentença de primeira instância, Shara já prepara as contra-razões e garante: todas as provas dos autos confirmam que Ismael não participou do crime que chocou a região.
A advogada lembra que imagens de Câmeras de monitoramento, prints de conversas no WhatsApp, testemunhos e laudos periciais, motivaram a convicção do juiz Jaires Taves Barreto, que mandou soltar o acusado.
Quanto à alegação do promotor Marcus Alexandre de Oliveira Rodrigues, responsável pela acusação, que diz ter “certeza absoluta que Ismael matou a namorada”, a profissional do Direito rebate: a convicção não serve como prova.
Shara aponta que, conforme os autos, numa coisa o representante do MP pode ter razão: ela não descarta a presença de outra pessoa no crime, mas sem participação direta no homicídio. O suspeito pode ter ajudado a limpar a casa, esconder pertences da vítima e cuidado de outros detalhes para supostamente atrapalhar a investigação. A advogada argumenta. “Pode ter havido mesmo mais alguém na cena do crime, mas com certeza não é o Ismael”
A defensora de Ismael disse que o material recolhido e anexado ao processo aponta que, para matar a garota Jéssica e esconder o corpo, Diego agiu sozinho. Imagens de câmeras mostram o rapaz transportando o cadáver, que foi desovado nos arredores de Cerejeiras.
“O promotor quer manter a acusação do Ismael, mesmo com todas as provas o inocentando, porque acha que o verdadeiro assassino teve ajuda. Não duvido, e torço para que o verdadeiro partícipe seja identificado”, finaliza.