Fundado em 2015 o Novo abriu mão do financiamento público de campanha e do horário eleitoral gratuito na TV

O advogado Fabrício Grisi Médici Jurado, de 42 anos, é pré-candidato ao Senado pelo Partido Novo. Casado e pai de dois filhos, Fabrício nasceu em Porto Velho, onde a família chegou em 1972. Seu pai foi o primeiro delegado do Estado bacharel em direito; foi também um dos fundadores da OAB/RO em 1974. Ele visitou a redação do FOLHA DO SUL ON LINE, onde falou de suas pretensões e da agremiação pela qual deve disputar as eleições deste ano.

Conselheiro federal da OAB e membro da Comissão da Reforma Política da entidade, Fabrício explicou que o Novo surgiu do descontentamento com a forma de se fazer política no Brasil. Fundado em 2015, o partido participou da primeira eleição em 2016, elegendo vereadores em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. 

O pré-candidato explicou que o Novo não se utiliza do fundo partidário, nem usa o horário eleitoral gratuito. “Nós não usamos dinheiro público na campanha, nem o horário eleitoral gratuito, que de gratuito não tem nada, já que o governo abre mão de impostos para pagá-lo”, pontuou e explicou que o governo irá repassar aos partidos mais de R$ 2 bilhões nestas eleições. 

Sem a verba pública, o Partido Novo se mantém com a mensalidade paga pelos filiados, que já ultrapassaram os 21 mil. “Nossos filiados pagam uma mensalidade de R$ 29,00”, revelou. Além disso, para campanhas, cujo foco e atuação são as mídias sociais, o partida trabalha com o sistema de “vaquinha eletrônica”, através do qual as pessoas físicas podem doar até 10% dos seus rendimentos brutos declarados no exercício anterior. 

O pré-candidato enumerou uma série de quesitos que, na opinião dele, diferenciam o Novo dos demais partidos, entre eles o fato de a legenda  não se coligar com outra agremiação; mas também: se posicionar a favor do fim dos privilégios da classe política; lutar pela redução da carga tributária; buscar a diminuição da máquina pública. “O Congresso Nacional custa aos cofres públicos incríveis R$ 10 bilhões por ano, 1.6 bilhão apenas com motoristas e carros oficiais, um absurdo”, analisou.

Ainda de acordo com Fabrício, o Novo também é contra o que ele chamou de “carreirismo político”. “O nosso estatuto não permite que membros da diretoria do partido sejam candidatos. Quem quiser ser candidato precisa entregar o cargo um ano antes. Isso evita que o partido tenha um cacique, e o Novo não tem dono; e mais, independente do cargo eletivo, nossos membros podem se reeleger apenas uma vez”, pontuou.

De acordo com Fabrício, o Rondônia é o único Estado da Região Norte do País a ter um diretório do Novo. “O Novo irá lançar chapa completa apenas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal. Em Rondônia, o partido deve confirmar três candidatos a Câmara Federal e um ao Senado”, explicou.  

O Novo tem também um pré-candidato à presidente da República: João Amoedo, que virá a Porto Velho no dia 27 de julho

Fabrício fez questão de ressaltar, por entender que Rondônia é um Estado agrícola, que o partido também defende uma agenda para o campo com a criminalização da invasão de terras e a reintegração de posse automática no caso de invasão. “Também defendemos a revogação do Estatuto do Desarmamento; regras ambientais mais claras; a regulamentação fundiária e uma legislação trabalhista rural”, detalhou.