Caetano Neto já pediu impeachment de governador e cassação de senador

Em Rondônia desde 1982, quando chegou ao Estado e morou em Vilhena, o advogado Caetano Vendimiatti Neto é uma espécie de “Embaixador da Encrenca”, já que denunciou na justiça alguns dos políticos locais mais poderosos.

Só em Vilhena, ele moveu 5 ações judiciais contra prefeitos e vereadores, isso sem contar as denúncias que faz através da imprensa e usando seu perfil nas redes sociais. A última delas teve como alvo o senador Acir Gurgacz, do PDT. Ele protocolou um pedido na presidência do Senado pedindo a cassação do parlamentar pedetista.

Na cidade de Candeias do Jamari, que volta às urnas amanhã, para escolher um novo prefeito, Caetano foi responsável pela cassação mandatário anterior. Ele também pediu o impeachment do governador e o vice de Rondônia, Marcos Rocha e Zé Jodan, ambos do PSL.

Com esse histórico de enfrentamentos, o advogado, que preside a Associação de Defesa dos Direitos da Cidadania, admite que tem medo de ser assassinado. Mas bate o pé e diz que, enquanto comandar a entidade, vai continuar denunciando ilegalidades de políticos e “desmandos com a coisa pública”.

Mesmo com os riscos, o militante nunca pediu proteção policial, limitando o reforço de sua segurança a atitudes pessoais, como não sair de casa à noite e ficar atento nos locais em que freqüenta.

MENOS VEREADORES
Em visita recente a Brasília, Caetano protocolou um pedido nos gabinetes de 79 senadores, apresentando uma Proposta de Emenda Constitucional que prevê a redução de até 50% do número de vereadores em municípios com até 100 mil eleitores, mantendo a representação mínima de nove edis. A proposta valeria para as eleições municipais de 2024, e caso seja aprovada, o número de cadeira na Câmara de Vilhena cairia para 9 cadeiras.

Questionado sobre os outros dois senadores que não receberam a proposta,  Vendimiatti explicou que não entra nos gabinetes de Acir e do ex-governador Confúcio Moura (MDB). “Não tenho os dois como representantes de Rondônia”.