Sitiante se dispôs a pagar materiais usados no procedimento
Um amigo do sitiante conhecido como “João Paraguaio”, internado há 15 dias no Hospital Regional de Vilhena procurou o FOLHA DO SUL ON LINE para denunciar a falta de atendimento ao paciente. Ele se acidentou no sítio onde mora, na Linha 8, em Cabixi, e foi enviado para Vilhena, onde uma cirurgia ortopédica deveria ser feita.
Mais de duas semanas depois, com o braço fraturado, João continua aguardando o procedimento. A explicação que dão a ele é que sua transferência para Cacoal não pode ser feita porque não há vagas disponíveis no Hospital Regional daquela cidade.
Familiares do agricultor já procuraram o Ministério Público, mas o órgão não pode ajudar. De acordo com o amigo que fez a denúncia e pediu ajuda na divulgação, João também se propôs a comprar o material necessário para a cirurgia, mas a direção do HR não aceitou a proposta.
O OUTRO LADO
Em resposta ao FOLHA DO SUL ON LINE, através do WhatsApp, o secretário municipal de Saúde, Marco Aurélio Vasques, deu a seguinte explicação: “Dimas, o paciente tem uma fratura cominuição de úmero (ombro, que foi "esmagado"). É uma cirurgia delicada, que necessita de ortopedista especialista em ombro (Vilhena não realiza esse procedimento). Como cirurgia de alta complexidade a referência é o Hospital Regional de Cacoal. O paciente é de Cabixi, foi recebido em Vilhena, foi realizado o encaminhamento para Cacoal e diariamente o serviço social acompanha o caso, a última informação da regulação estadual é que essa semana deve ser liberada a vaga, pois as vagas são liberadas conforme disponibilidade de leito e em ordem cronológica. O município de Vilhena arca com toda a despesa de um morador de Cabixi internado no HRV, óbvio que nosso maior interesse é encaminhar o paciente o mais rápido possível, mas não depende do HRV e sim da regulação estadual”.