Adeilde diz que não havia agendamento de consultas
Na manhã desta terça-feira, 08, o agricultor Adeilde Gonçalves, 59 anos, visitou a redação do FOLHA DO SUL ON LINE e falou do drama vivido pelas 128 pessoas que, na semana passada, saíram de Vilhena em busca de cirurgias oftalmológicas na cidade de Barra do Garças (MT). A viagem rendeu polêmica entre a vereadora Leninha do Povo (PTB) e a prefeitura.
Embora ele próprio tenha sido operado das vistas e se curado do problema de catarata que enfrentava havia três anos, Adeilde denunciou a situação do grupo do qual fez parte: “Ninguém estava esperando a gente lá. Não havia agendamento de consultas, nem alojamento. Graças a Deus, Major Maurílio, da Defesa Civil do Mato Grosso, nos encaminhou”.
Segundo o denunciante, alguns pacientes retornaram da viagem com apenas um dos olhos operado e outros nem conseguiram o procedimento. Neste momento, diz Gonçalves, sete pessoas continuam em Barra do Garças aguardando a cirurgia de “pterígio”. Isso porque as operações para a remoção da “carne nos olhos” começam amanhã e o último ônibus deixou a cidade matogrossense no sábado, dia 05.
Adeilde diz que não quer parecer ingrato, mas acha importante denunciar o caso, que aliás já foi levado ao MP, para que os problemas não se repitam. “Sei que estão fazendo uma lista para novas cirurgias na cidade de Juína, então, fica o alerta”.