49 pacientes estão em Juína aguardando cirurgias
No mês passado, o agricultor Adeilde Gonçalves, 59 anos, procurou o FOLHA DO SUL ON LINE para denunciar a situação de pacientes vilhenenses que estavam passando por situação difícil em Barra do Garças (MT), para onde haviam viajado em busca de tratamentos oftalmológicos. Na época Adeilde denunciou o caso no MP e explicou: “Sei que estão fazendo uma lista para novas cirurgias na cidade de Juína, então, fica o alerta”.
Agora, no entanto, é o próprio denunciante quem se vê na posição de vidraça. Ele é um dos organizadores da comitiva de pacientes que viajou para Juína (MT), onde está acontecendo um mutirão de cirurgias oftalmológicas. Gonçalves é acusado de cobrar R$ 200 de cada passageiro e R$ 20 pela inscrição na comitiva. 49 pacientes deixaram Vilhena em busca de cirurgias de catarata e pterígio.
Por telefone, falando diretamente da cidade matogrossense, o agricultor explicou a diferença entre o preço pago nesta viagem e os R$ 50 pedidos pela vereadora Leninha do Povo (PTB) para custear o diesel do ônibus cedido pela prefeitura no deslocamento anterior. Lembre aqui.
“Agora, é ônibus particular, não do município. E os R$ 20, que nem todos pagaram, foi para que eu viajasse até Juína, fizesse os agendamentos e providenciasse o alojamento. Hoje, os pacientes estão no prédio de uma instituição de ensino no centro da cidade”, justificou o acompanhante.
NÃO É BEM ASSIM...
Um participante da polêmica viagem denunciada por Adeilde ao Mato Grosso, garante que, em Juína, não existem agendamentos e que os vilhenenses não serão atendidos. “O mutirão de cirurgias é apenas para moradores das cidades daquele Estado”, previu e revelou.