O nome do governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB) e da sua esposa, a médica Maria Alice Moura, foram citados em uma reportagem especial da revista Época. A edição de número 727, que está em circulação em todo o país, trouxe uma matéria falando sobre os juízes brasileiros que já autorizaram a interrupção da gravidez em casos diferentes de anencefalia. 

A jornalista Ângela Pinho, autora da matéria, além de fazer um levantamento sobre os juízes que permitiram que as mulheres fizessem um aborto em casos de anencefalia, conversou também com quem já passou por esta situação. De acordo com a reportagem, as primeiras decisões autorizando a interrupção da gravidez em fetos sem cérebro não partiram de constitucionalistas, mas sim de juízes de pequenos municípios do interior.

O registro mais antigo, segundo a publicação, é de 1989, quando um juiz da cidade de Ariquemes concedeu a primeira decisão autorizando a interrupção de uma gravidez de anencéfalo. A revista, que pertence à editora Globo, afirma que a solicitação havia sido feita em nome de uma paciente pela médica Maria Alice Moura, mulher do atual governador, Confúcio Moura.

Ainda nesta reportagem especial, a revista Época também contou a história de Joana, uma menina que desafia os médicos, pois ela recebeu o prognóstico de anencefalia e hoje, mais de dois anos após o parto, mesmo precisando fazer fonoaudiologia e fisioterapia, continua está viva.