Inaugurada no dia 09 de setembro de 2009, em meio à desconfiança de alguns e a esperança de muitos, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Vilhena já atendeu quase mil pacientes. Sua instalação foi cercada de polêmica: os favoráveis à iniciativa acreditavam que ela reduziria em muito as mortes na cidade; já os que torciam o nariz para o empreendimento achavam que o seu custo de manutenção inviabilizaria o funcionamento do hospital.
15 meses após a inauguração, a UTI não funciona às mil maravilhas, mas também não é o desastre que os pessimistas previam. Oito médicos se revezam para cuidar dos 10 leitos do complexo. E a taxa de sobrevida de quem dá entrada ali supera a média nacional: de cada 10 pacientes internados, menos de dois vão a óbito.
Segundo dados do próprio HR, a maioria dos atendimentos na UTI é a pessoas acidentadas, geralmente jovens, que sofrem traumatismos em batidas de moto. Os pacientes que passam por grandes cirurgias vêm em seguida. Infecções e outras doenças completam a lista.
De acordo com a médica intensivista Nathalia Tabalipa, as chances de recuperação de quem entra na UTI são grandes. A especialista admite, no entanto, que não é fácil trabalhar no local: "É complicado para todos ver um jovem ali, internado. Quando ocorre a morte, então, às vezes é impossível conter a emoção".
Mas nada é tão duro para um médico quanto comunicar o falecimento aos parentes de um paciente. Muitas vezes a família não está no hospital e a notícia precisa ser dada por telefone.
Apesar do saldo positivo, a UTI corre sério risco de ter suas atividades paralisadas, embora poucas autoridades admitam tal possibilidade. O que mais ameaça o funcionamento da unidade é o seu alto custo. O fato de os repasses do Governo do Estado, previstos através de convênio, estarem sofrendo atrasos, contribui para agravar a situação.