Idosa deixou de ser operada por suposto erro de enfermeira
Há mais de dois meses, a aposentada vilhenense Leonilda Eva Melo, de 74 anos, vive um drama, após sofrer um acidente doméstico e fraturar o fêmur. Levada ao Hospital Regional de Vilhena após a fratura, a idosa passou um mês na unidade, até ser transferida para Cacoal, já que aqui não é feita a cirurgia indicada para o caso dela.
No Hospital Regional de Cacoal há quarenta dias, Leonilda já foi submetida a jejum em três ocasiões, preparando-se para finalmente ser operada. Todos os procedimentos acabaram cancelados e, no último, semana passada, a desculpa dada pela direção do HRC foi surreal: uma enfermeira teria errado na medicação e a paciente deveria esperar 48 horas para se “desintoxicar” antes de enfrentar o bisturi.
Diante do drama da mãe, uma de suas filhas procurou o Ministério Público em Vilhena, na esperança de obter ajuda para resolver a situação. Ela contou ao FOLHA DO SUL ON LINE o que passou: “Encontrei alguns servidores comprando Natura e, quando me revoltei, acabei atendida por um técnico, que pegou a papelada da minha mãe, mas demonstrou má vontade, alegando que eu deveria acionar o MP de Cacoal”.
Gaúcha de Ajuricaba, morando em Vilhena há quase 30 anos, Leonilda ouviu que desta semana sua cirurgia não passa. Mantendo as esperanças, a filha que a acompanha em Cacoal torce para que tudo dê certo, pois se houver novo adiamento, ela, que pediu licença do trabalho para cuidar da mãe, poderá perder o emprego.