Neste final de semana, uma guarnição da Polícia Militar se deslocou até o bairro Embratel, em Vilhena, após receber, através do WhatsApp, denúncia de que estaria acontecendo ali, um possível caso de violência doméstica.


No endereço indicado, os militares encontraram a mulher de 27 anos, que fez o seguinte relato: ao retornar, junto com o marido, de uma confraternização ocorrida na casa de amigos, ela solicitou ao companheiro, o encerramento do festejo, argumentando que ambos deveriam ir para sua residência pois o horário já estava avançado e as crianças precisavam descansar.


Diante da sugestão da mulher, o acusado teria sido tomado por “uma agressividade incontrolável”, agredindo verbalmente a vítima e proferindo palavras de baixo calão. Com o “dedo em riste”, o denunciado teria chamado a mulher, na presença de seus filhos, de “...sua vagabunda”; “...sua biscate”; e acrescentando a ameaça: “...eu vou te matar se não sair do meu carro!”.


Após exigir que a esposa e o casal de filhos (ambos menores de idade) desembarcassem do carro, o acusado acelerou o veículo, deixando a própria família na rua, em total desamparo em meio a escuridão.


Temendo que o homem retornasse e cumprisse a ameaça de morte contra a esposa, os militares colocaram os três na viatura e deixaram as crianças na casa da avó materna delas.


Durante as diligências, a equipe policial encontrou o veículo do agressor transitando em vias públicas do bairro Alto Alegre. Ao notar a presença da guarnição, e já prevendo a abordagem, o motorista fugiu e entrou com o VW Gol que estava dirigindo na garagem de seu vizinho.


Ao abordar o acusado na casa onde ele foi “acolhido” por outras 5 pessoas, os policiais ouviram dele: “...com certeza; bebi um pouquinho”. Após admitir a embriaguez na direção, o homem foi orientado a sair da casa para ser apresentado na Unisp;


Neste momento, as 5 pessoas que tentavam evitar a prisão do denunciado passaram a obstruir os trabalhos policiais de forma a dificultar a entrada dos militares no local. Além disso, o quinteto passou a xingar os policiais, o que os obrigou a usar técnicas de imobilização. Algemas e bastões táticos expansíveis foram utilizados para conter a agressividade dos envolvidos.


O homem acusado pela esposa apresentava visíveis sinais de embriaguez, mas aceitou fazer o teste do bafômetro, procedimento realizado no posto na PRF, onde ficou constatada a ilegalidade de trânsito.