Um perfil no Facebook, que publica relatos de crimes e faz comentários sobre episódios violentos, trouxe detalhes do chocante assassinato da adolescente Claudia Geovana Dourado de Oliveira.
O corpo dela, que tinha apenas 14 anos, foi encontrado esta semana, com marcas de tortura, no interior de Mato Grosso. O caso já havia sido publicado pelo FOLHA DO SUL ON LINE (LEMBRE AQUI).
“Claudia tinha apenas 14 anos, mas já estava envolvida em uma situação perigosa: segundo a investigação, ela havia se relacionado com integrantes de grupos criminosos rivais e acabou entrando no radar de pessoas ligadas a uma dessas facções. Dias depois, desapareceu de um hotel.
Tudo começou em 6 de agosto de 2026, em Lucas do Rio Verde, cidade do interior de Mato Grosso. Claudia teria sido atraída até um hotel da cidade e, segundo a Polícia Civil, retirada do local por pessoas ligadas a uma facção.
As câmeras de segurança ajudaram a polícia a descobrir um dos veículos utilizados na ação: um Fiat Mobi branco. O carro foi localizado, e o motorista, de 31 anos, acabou sendo conduzido pela polícia.
A investigação aponta que ele teria transportado o grupo de Lucas do Rio Verde até uma região de Sorriso (MT). A partir daí, os investigadores começaram a entender o que poderia ter colocado Claudia naquela situação.
Segundo o delegado Artur Andrade Almeida, ela havia se relacionado anteriormente com um integrante de uma facção e depois começou um relacionamento com alguém ligado a um grupo rival.
Claudia também teria passado a publicar nas redes sociais fotos fazendo um sinal associado ao novo grupo e, segundo a investigação, teria se desentendido e feito ameaças a meninas ligadas à facção rival.
O que aparece na investigação é que ela teria se aproximado desses grupos principalmente por meio dos relacionamentos e das disputas que surgiram ao redor deles, mas não era integrante.
A hipótese investigada é que essa mudança de lado teria sido interpretada como uma provocação, e que a morte da adolescente teria sido determinada como retaliação.
Claudia teria sido levada para uma área de mata próxima à BR-163, onde teria sido submetida ao chamado “Tribunal do Crime”.
Enquanto isso, a família passou aproximadamente uma semana sem saber onde ela estava.
Até que, na noite de 12 de agosto, a Polícia Civil chegou a uma área de mata às margens da rodovia.
Claudia estava morta e enterrada em uma cova.
As informações preliminares apontaram que ela estava com as mãos amarradas e uma corda ao redor do pescoço, além de apresentar sinais de agressões violentas.
A investigação aponta para cinco suspeitos de participação no crime. Dois já haviam sido presos. O namorado de Claudia, apontado como integrante de uma das facções, ainda não estava preso e teve a identidade preservada.
Agora, a polícia tenta fechar as peças: quem ordenou a execução, quem participou diretamente, qual foi o papel de cada suspeito e exatamente como a adolescente morreu.
No fim, a história é ainda mais crua do que parece: uma adolescente de 14 anos se envolveu em relacionamentos com pessoas ligadas a grupos criminosos rivais, acabou entrando em uma disputa que não era dela e teve a morte decretada”.