Reunião buscava enumerar problemas no Hospital Regional

Vilhena viveu, na tarde de ontem (quinta-feira, 28), mais um capítulo da crise que acomete a saúde pública municipal, em especial o Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira, o maior do Cone Sul do Estado e que recebe pacientes dos sete cidades que compõem esta região e mais os pacientes de localidades do noroeste do Mato Grosso.  
O episódio trouxe atores diferentes aos palcos vilhenenses com a visita dos deputados Neidson Barros Soares (PMN), Só na Bença (PMDB), presidente e vice, respectivamente, da Comissão Parlamentar da Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa; além da deputada Rosângela Donadon (PMDB), também integrante da Comissão; e Luizinho Goebel (PV). 
A Comissão, que veio acompanhada pelo secretário-adjunto da Saúde Estadual, Luiz Eduardo Maiorquin, visava analisar os valores aplicados pelas três esferas de poder na saúde vilhenense, além de tomar ciência dos principais problemas do Hospital Regional. “Nós precisamos saber dos gestores da saúde vilhenense quais são as dificuldades, e quanto o município gasta hoje na saúde, para podermos buscar alguma solução, senão, não vamos resolver nada”, disse o presidente da Comissão.
O deputado Luizinho Goebel elogiou o Governo pela ação de enviar uma remessa de medicamentos que cobriu o mês de dezembro e parte de janeiro. Mas cobrou o envio da segunda remessa acordada para o mês de janeiro e que até agora não chegou a Vilhena. Goebel também relatou que o Governo Estadual não fez o repasse da UTI dos últimos quatro meses.  “Não viemos apenas fazer mais uma visita no hospital, ver se está limpo, se está pintado; viemos para ouvir os técnicos sobre as dificuldades existentes e saber como podemos ajudar, se é que podemos ajudar”, disse Goebel.
Luiz Eduardo Maiorquin argumentou que a crise da saúde vilhenense tem como causa decisões errôneas de gestores anteriores. O secretário-adjunto reafirmou o compromisso do Governo Estadual de ser parceiro da saúde vilhenense. Mas, não enumerou ações concretas para amenizar a situação.  
No fim, a reunião que deveria avaliar as condições reais do HR acabou desvirtuada e seu foco foi direcionado para a discussão que se polarizou entre o presidente da ACIV, Josemario Secco e a deputada Rosângela Donadon (leia aqui), deixando à margem dos holofotes o motivo pelo qual a Comissão da Sáude se deslocou de Porto Velho até Vilhena. Ao final, nenhum apontamento foi feito, e ninguém assinalou com uma solução. Tudo permanece igual, aguardando cenas dos próximos capítulos.