Sem receber os repasses associação que atende mais de 150 crianças suspendeu as atividades esta semana
Esta semana o ginásio aonde acontecem as aulas de iniciação ao voleibol, os treinos das equipes Infantil e Juvenil, e onde funciona a sede administrativa da Associação Vilhenense de Vôlei (AVV) teve cortado o fornecimento de energia elétrica, obrigando a entidade, que atende mais de 150 crianças e adolescentes, a suspender as atividades.
Na tarde desta sexta-feira, 22, um grupo de atletas se reuniu em frente do ginásio, e munidos de cartazes reivindicaram das autoridades uma solução para a atual realidade da associação e que possibilite a retomada das atividades da entidade.
De acordo com o coordenador técnico France Lima, a AVV entregou o projeto no mês de janeiro, mas até a presente data, nenhum repasse, o que é feito via CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) foi feito à associação. “Nós já refizemos o nosso plano de trabalho devido a demora no repasse”, disse.
Sem dinheiro, a diretoria da associação parou de servir o lanche para as crianças no mês de abril. “Agora foi a vez da suspensão do fornecimento de energia”, lamentou Lima antes de explicar que não sabe como será feito para pagar as contas atrasadas junto a empresa distribuidora de energia, já que, mesmo que o dinheiro do convênio caia na conta, ele não poderá ser usado para tal fim. “Só podemos pagar as contas daquele mês em diante, nada de fatura em atraso”, revelou.
O atraso nas parcelas do convênio, afeta toda a associação, desde a escolinha de iniciação que atende um número próximo de 100 crianças; até o projeto seleções, mantido em parceria com a escola Maria Arlete Toledo e que tem conquistados resultados significantes nos últimos anos. Em 2017, por exemplo, a parceria garantiu para Vilhena os títulos dos Jogos Escolares de Rondônia (JOER) nas categorias Juvenil Masculino e Feminino e Infantil Masculino e Feminino na quadra; e mais três títulos no Vôlei de Praia (Juvenil Masculino e Feminino, e Infantil Feminino.
Mas, o atual momento da AVV pode afetar o desempenho das equipes na competição cuja Fase Regional inicia na segunda quinzena de julho na cidade de Cerejeiras. Temor revelado pela atleta Beatriz Rabito, de 16 anos, campeã do JOER 2017. “A suspensão das atividades vai prejudicar o nosso desempenho na competição deste ano, a gente tá sem treinar, então não vamos chegar 100% para os jogos”, disse a jovem.
Outro ponto citado pela atleta e também pelo coordenador são as participações em competições. Das cinco previstas para o primeiro semestre deste ano, a AVV participou apenas de duas. “As competições nos possibilitam um ritmo de jogo que os treinos não oferecem”, disse Beatriz Rabito.
Mãe de duas alunas da instituição, Ivanilda Pinheiro de Godoy Vargas, disse não entender a demora para a liberação. E aplaudiu o esforço do CMDCA no tocante a mudança da lei e busca pela resolução do problema.
O outro lado
A informação que vem do poder público municipal é a de que a liberação do convênio ainda não aconteceu porque estaria faltando alguns documentos no processo da Associação Vilhenense de Vôlei.
Fotos
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 23 de Junho de 2018, às 10:33