Sempre confundido com petista, já que além de militar no sindicalismo, sempre foi contestador, o servidor público aposentado José Cardoso se filiou ao PT em Vilhena há três meses, após militar no PSOL desde a fundação da legenda.
Candidato em três eleições (duas para vereador e uma concorrendo como deputado estadual), Cardoso sempre atingiu votações minúsculas, mas credita o desempenho à influência do dinheiro nas disputas políticas. “Eu não tenho patrimônio para doar em troca de votos”, avisa o neopetista, que ainda não sabe se vai concorrer no ano que vê.
Sua saída do PSOL, segundo o militante, se deveu à intransigência do partido, demonstrada em duas oportunidades. A primeira foi quando a aliança com o PT local foi barrada pela direção estadual por causa de uma rusga da então senadora Heloísa Helena com o presidente Lula. Na outra ocasião, a mesma direção estadual impediu que a professora vilhenense Rosângela Cipriano, apoiada pelos diretórios da maioria dos municípios do interior disputasse o Governo do Estado em 2010.
Sobre o fato de só agora ser um petista “de verdade” (e não apenas pela atuação), Cardoso explica: “Tenho amigos de longa data no diretório local e sei que aqui a democracia funciona”, diz, já se preparando para participar das discussões em torno de um tema delicado para a agremiação na cidade: ter candidato próprio a prefeito ou se coligar com outras siglas?