Morte do filho pode ter motivado Zezão a deixar a vida pública
Um homem que se despede da vida pública de forma honrada. Essa foi a impressão que se teve ao ouvir o último discurso do vereador José Feliciano Sobrinho, o Zezão (PR), proferido na última sessão desta legislatura da Câmara de Cerejeiras, na noite de segunda-feira, 12.
Zezão está findando seu segundo mandato na Casa de leis cerejeirense, após tomar a decisão de não disputar a reeleição (foi o único vereador no município que não tentou parmanecer no cargo). No discurso final que fez na Câmara, Zezão não se mostrou arrependido de não ter disputado, mas também não apresentou motivos para não mais querer disputar o cargo, mesmo sendo um vereador bem avaliado e que sempre viveu longe de polêmicas e de escândalos.
Um drama pessoal, vivido em 2014, no entanto, pode ajudar a explicar o afastamento de Zezão da vida pública. Numa noite de maio daquele ano, o filho do parlamentar, o pecuarista Márcio Feliciano, foi assassinado a tiros quando chegava à chácara onde morara, próximoa área urbana de Cerejeiras.
Seja como for – uma vez que o vereador não é obrigado a explicar decisões pessoais –, Zezão sai “de cabeça erguida”. O vereador nunca respondeu a um processo judicial, jamais esteve envolvido em escândalos ou se recusou a votar projetos de interesse do município.
No discurso final, o edil disse que se despede da vida pública, mas não completamente. “Vou continuar cobrando o prefeito e os vereadores, como cidadão que quer o bem do povo de Cerejeiras”.