Eduardo Japonês comanda federação formada por PSDB e Cidadania
“Pau que dá em Melki, também tem que dar em Japonês”: esse foi o raciocínio usado por leitores do FOLHA DO SUL ON LINE sobre a situação de dois ex-prefeitos de Vilhena, ambos atualmente inelegíveis.
Ontem, este site publicou a decisão da Justiça Eleitoral que cancelou a filiação de Melki Donadon ao PRD. Ele também foi obrigado a deixar a presidência do partido na cidade (ENTENDA AQUI).
Diante disso, muitas mensagens chegaram à redação questionando a permanência de Eduardo Japonês (FOTO) na presidência do PSDB em Vilhena. Cassado em 2022 por ilegalidades cometidas na campanha municipal de 2020, quando foi reeleito, Japonês comanda a sigla tucana, que forma uma federação com o Cidadania. Juntas, as duas legendas terão o número máximo de candidatos a vereador em Vilhena este ano: 14 nomes.
Ao investigar a situação apontada pelos internautas, o FOLHA DO SUL ON LINE apurou que os dois políticos vilhenenses, que são adversários, sofreram condenações diferentes na justiça: Melki teve os direitos políticos suspensos, após a ação contra ele ser julgada em definitivo. Japonês não pode ser votado, mas preservou o direito de votar e comandar partidos.
Mesmo sem poder ter seus nomes na disputa, ambos os ex-prefeitos estarão novamente em lados opostos no pleito deste ano: Donadon apoiará a irmã, Raquel, candidata a prefeita pelo PRD; Eduardo comanda as duas legendas que apoiam a reeleição do atual prefeito, Delegado Flori, do Podemos.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 11 de Julho de 2024, às 08:00