Em semana que antecede votação, erros só se justificariam por desonestidade ou incompetência
Nesta semana, a Justiça Eleitoral mandou que duas pesquisas de intenção de votos, uma favorecendo o prefeito Eduardo Japonês (PV) e outra beneficiando a ex-prefeita Rosani Donadon (PSC), fossem removidas de sites de notícias e redes sociais.
Feitas por institutos diferentes, e com resultados completamente antagônicos, as sondagens apresentavam inconsistências que, no entender do magistrado que julgou ambos os casos, colocavam em dúvida a seriedade do trabalho.
Nas redes sociais, partidários dos dois candidatos se engalfinharam e, com razão, colocaram as pesquisas em dúvida. Os números conflitantes serviram de munição para desqualificar ambas as sondagens, que acabam definindo o voto dos eleitores que costumam optar por “quem está na frente”.
Neste cenário de fundada desconfiança, o FOLHA DO SUL ON LINE decidiu testar os próprios institutos e, nesta semana que antecede a votação, vai publicar todos os levantamentos que chegarem à redação, sejam de qualquer dos cinco candidatos a prefeito, desde que eles estejam corretamente registrados no TSE.
A medida, porém, tem como objetivo verificar se são confiáveis as pesquisas, e quem as realiza pode sofrer as consequências de eventuais erros: após a apuração dos votos, o site vai mostrar quem errou e quem acertou.
Descontada a margem de erro, a empresa que errar a previsão ficará marcada, já que o sistema de buscas do Google apontará o nome dela como incompetente ou desonesta. Estas são as duas únicas razões para um erro na véspera do resultado das urnas.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 10 de Novembro de 2020, às 13:42