O diretor do Instituto Rondoniense de Pesquisas e Estatísticas (IRPE), Dejanir Haverroth,não concorda com pessoas que afirmam que as sondagens eleitorais caíram no descrédito após as eleições do domingo.  Em sua avaliação houve pequenos erros em termos de percentual de votos obtidos por candidatos eleitos, “mas com exceção de um caso, todos os outros resultados ficaram dentro da margem de erro”, argumenta. Ele garante que os candidatos a deputado estadual e federal que foram eleitos estavam com seus nomes relacionados entre os líderes nos relatórios de pesquisas divulgados antes de domingo.

Tanto o IRPE quanto o IBOPE não acertaram o resultado das eleições para o governo de Rondônia: o primeiro disse que Expedito Júnior (PSDB) sairia na frente e o outro previu Confúcio Moura (PMDB) com larga vantagem. O resultado foi um empate técnico no primeiro turno, com ligeira margem do peemedebista. Segundo Dejanir, isto aconteceu em função de atitude do próprio instituto de abrangência nacional, que em sua última sondagem teria apresentado números irreais e influenciado o eleitor. “A pesquisa lançada pelo IBOPE na sexta-feira, dois dias da votação, que colocava Confúcio Moura bem à frente de Expedito e Padre Ton com apenas 6% das intenções de voto tinha números totalmente descabidos. Jamais o candidato do PT teria menos de 15% de apoio popular. Com certeza isto influenciou seu eleitorado, que naturalmente migrou para o governador, fazendo com que ele alcançasse Expedito”, garante.

Quanto à divergência entre o que ele afirmou no domingo ao FOLHA DO SUL ON LINE acerca do empate entre três dos candidatos ao Senado, enquanto as urnas revelaram que Acir Gurgacz ficou quase 20% acima de Rubens Moreira Mendes e Ivone Cassol, ele explica que existe um tripé que sustenta o desempenho eleitoral de candidatos: dinheiro, popularidade e articulação. 

De acordo com o pesquisador, o candidato que tem recursos e popularidade, mas carece do terceiro quesito acaba sendo “bom de largada”, mas fica pelo caminho. Já quem tem dinheiro e é bom de articulação, mesmo sem ser muito simpático ao eleitor tem mais sucesso na hora de consolidar o voto. “É o caso do senador reeleito, que apesar de ser um político ‘pesado’ é muito competente nos bastidores”, explica. Dejanir também revela que nesta disputa em particular os números que dispunha haviam sido aferidos cerca de quinze dias antes do pleito, justamente quando começa o período em que se consolida o voto, de acordo com sua argumentação. 

Finalizando, ele reconhece que houve “pequenos erros”, mas ele teriam ocorrido por falha e não por dolo. “Somos uma empresa consolidada no mercado, temos entre nossos clientes vários dos políticos que se elegeram ou exercem mandato, os quais usam nosso material para balizar suas estratégias, que foram bem-sucedidas. Não vendemos resultado de pesquisa, e quando ocorre algum equívoco assumimos o erro de forma transparente e honesta”, encerrou.