Caso Rosani não consiga reverter indeferimento, cidade terá novas eleições

Sob intenso bombardeio judicial e midiático, o ex-prefeito Melki Donadon (PTB) conseguiu eleger a esposa, Rosani Donadon (PMDB), como a nova prefeita de Vilhena. Rosani superou o principal adversário, Eduardo Japonês (PV), por uma diferença de 4.534 votos. Ela fez 21.356 e ele, 16.822. Julinho da Rádio (PSOL) terminou com 1.343.

O fato de concorrer com o registro de sua candidatura indeferido em duas instâncias da Justiça Eleitoral, aparentemente, não teve efeito em seu desempenho das urnas. E ter levado pancadas virtuais nas redes sociais, onde denúncias contra seus familiares eram abundantes, também não abalou o prestígio da candidata junto ao eleitorado cativo dos Donadon.

Sobre a fidelidade dos “melkistas”, aliás, os números desmentem uma matemática que era feita antes da eleição: a de que o líder petebista jamais conseguiria ultrapassar seu teto de 18 mil votos.

COMO É QUE FICA?
Após vencer nas urnas, Rosani terá que travar outras batalhas nos tribunais, uma vez que seu registro continua indeferido. O recurso para tentar validar seus votos será julgado pelo TSE, em Brasília. A Corte promete uma decisão até dezembro, portanto, antes da posse da nova prefeita, caso ela seja autorizada a assumir o cargo.

E SE PERDER?
Caso a última instância da Justiça Eleitoral mantenha o indeferimento da nova mandatária vilhenense, ela ainda poderá bater às portas do STF, mas provavelmente já fora do cargo. A não ser que obtenha uma liminar para tomar posse. De qualquer forma, caso sejam mantidas as decisões da justiça local e do TRE, novas eleições serão realizadas em Vilhena, pois Rosani obteve mais de 50% dos votos válidos.

ELA PODE CONCORRER?
Há quem defenda que, em caso de nova votação, Rosani pode concorrer, pois já estaria apta. É que a condenação imposta a ela em 2010 acaba no dia 05 de outubro, ou seja, na próxima quarta-feira. Há dúvidas, pois conforme a Lei Eleitoral, o candidato que deu causa à anulação da votação fica impedido de concorrer novamente. A questão é saber se a justiça entenderá que a nova prefeita teve responsabilidade no ocorrido.

VEREADOR VIRA PREFEITO
Segundo o juiz eleitoral Andresson Cavalcante Fecury, o primeiro a indeferir Rosani, ainda em Vilhena, caso a situação dela não esteja resolvida até a data da posse, o presidente da Câmara (que ainda será escolhido pelos colegas), assume interinamente o Executivo até a nova votação definir outro prefeito. O que deve tornar ainda mais acirrada a briga que, além do comando do Legislativo, rende também a chave do cofre da prefeitura.