Com dores localizadas no lado esquerdo da cabeça, a aposentada  Izaltina Baloneck, de 74 anos, está desde setembro do ano passado na fila para fazer um exame de saúde em Vilhena. A idosa deveria se submeter a uma tomografia, mas há oito meses tenta e não consegue ser atendida na rede pública local.

 

O caso se complicou esta semana, após uma queda causada por crise de tontura. Com ferimentos na cabeça e no rosto, Izaltina permaneceu doze horas sob observação no Hospital Regional, sendo liberada pela médica Taís Neves Monjain, que expediu documento com orientações à família, destinado à vítima de traumatismo crânio-encefálico. A preocupação dela é o fato dos ferimentos causados pela queda não terem sangrado.

 

A anciã relatou que mais uma vez foi-lhe recomendada a realização do exame, que depois do incidente desta semana se tornou ainda mais urgente. No entanto, Izaltina não tem condições de pagar pelo procedimento, e precisa continuar aguardando o atendimento do SUS.

 

Nesta quinta-feira 02 ela procurou a vereadora Eliane da Emater para pedir apoio. A parlamentar se reuniu como secretário de Saúde do Município, Vivaldo Carneiro, o qual explicou que a fila de espera para realização de tomografias se formou em virtude de defeitos  no equipamento. Para solucionar o problema, a Prefeitura está recorrendo ao Hospital Regional de Cacoal, que ofereceu cota de 40 exames ao mês. E em Vilhena, através de convênio com empresa privada, outras 30 tomografias/mês estão sendo agendadas a partir de hoje.

 

Vivaldo Carneiro se comprometeu com a vereadora de encaminhar Izaltina para passar pelo procedimento no máximo até segunda-feira próxima.