Presidente da Câmara cortou a palavra de Adriano e Micaela
 

Na noite de ontem, durante sessão da Câmara de Vereadores, em Vilhena, dois assessores nomeados com salários de R$ 2.500,00 e R$ 4.500,00 pelo prefeito Eduardo Japonês (PV), hostilizaram dois parlamentares que fazem oposição ao mandatário.
 
Em seu discurso, Samir Ali (PSDB) cumprimentou a engenheira agrônoma Micaela Bolsoni (R$.2.500,00) e também o comerciante Adriano Vilhenense (R$ 4.500,00), que frequentemente lhes dirige insultos nas redes sociais e foi aparteado pelo policial militar da reserva, Carlos Suchi (Podemos), outro alvo deles.
 
Micaela e Adriano formam uma espécie de “milícia digital”, que ataca adversários do prefeito na internet e em grupos no WhatsApp. Ela também ocupou cargo comissionado na gestão da ex-prefeita Rosani Donadon.
 
Suchi, que já teve Adriano como assessor e hoje vive sendo “trollado” por ele, chegou a questionar a utilidade de um salário tão vultoso financiando as atividades dos assessores encarregados de manchar reputações de quem se posiciona contra Japonês.
 
Tanto Micaela quanto Adriano tentaram falar durante a sessão, mas tiveram a palavra cortada pelo presidente da Câmara, Ronildo Macedo (PV). Mesmo assim, da galeria, os dois teriam ofendido os parlamentares. Nas redes sociais, Micaela continuou com o bombardeio contra Samir. Ela também costuma comentar reportagens que têm Suchi como personagem, além de provocar o vereador em suas próprias postagens.
 
PIT BULLS
 Os dois vereadores não chegaram a acusar diretamente o prefeito Eduardo Japonês pelo comportamento de sua “tropa de choque”, mas a avaliação de aliados deles é que os assessores não chegariam tão longe sem a anuência do mandatário.