“Ameaça, perseguição, intimidação, coação, seja o verbo que quiser usar, senhor prefeito, eu não tenho medo disso”, disse a vereadora
 
A cidade de Vilhena tem sido palco de tensões políticas nos últimos tempos, com atritos crescentes entre o Executivo, liderado pelo prefeito Delegado Flori, e alguns membros do Poder Legislativo, incluindo ex-aliados, como os vereadores Ronildo Macedo e o presidente da Casa, Samir Ali, ambos do partido Podemos, que é o mesmo do mandatário. Outra figura proeminente no Legislativo que tem se destacado por suas críticas ao governo municipal é a vereadora Professora Vivian Repessold, do Partido Progressista (PP). As tensões atingiram um novo nível durante a sessão legislativa desta terça-feira, 03 de outubro.
 
A vereadora Professora Vivian Repessold apresentou o Requerimento nº 33/2023, pedindo esclarecimentos ao Executivo sobre a nomeação do presidente da Fundação Cultural de Vilhena (FCV), Eliton da Silva Costa. No requerimento, Repessold levantou questões sobre a propriedade de duas casas noturnas em Vilhena por parte de Eliton Costa, bem como se ele havia comunicado essa informação à Administração Municipal antes de sua nomeação. Caso isso não tivesse ocorrido, Repessold questionou quais medidas o Executivo estaria tomando para regularizar a situação do referido servidor. O requerimento foi aprovado por unanimidade.
 
No entanto, o clima na sessão ficou ainda mais tenso quando, no decorrer das discussões, um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi protocolado na Câmara Municipal de Vilhena. O pedido de CPI foi fundamentado em uma publicação da vereadora em um grupo de WhatsApp, no qual que alertava sobre uma blitz policial. Curiosamente, o pedido de abertura da CPI foi assinado por Ronaldo Aparecido Pereira, um servidor comissionado que trabalha na FCV e que considera ilegal o alerta feito na comunidade virtual.
 
Ao tomar conhecimento do pedido de CPI, a vereadora Vivian Repessold se manifestou durante a sessão, alegando que o pedido era uma forma de intimidação e coação. Ela expressou sua disposição em enfrentar qualquer tentativa de pressão e afirmou que não tinha medo da situação. Afirmou também que é funcionária pública há 27 anos na cidade de Vilhena, indicando que já havia enfrentado desafios semelhantes no passado.
 
Repessold concluiu sua fala enfatizando que foi eleita por uma causa e que continuaria lutando por essa causa, independentemente das ameaças e tentativas de difamação que enfrentasse. Além disso, ela direcionou críticas ao prefeito Flori Cordeiro, instando-o a legalizar nomeações que ela considera irregulares.
 
“Ameaça, perseguição, intimidação, coação, seja o verbo que quiser usar, senhor prefeito, eu não tenho medo disso. Eu sou funcionária há 27 anos do município de Vilhena, e o senhor não é o primeiro prefeito que persegue servidor público. Esse pedido de CPI sem fundamento é pra poder me amedrontar. Sinto muito, mas meu pai me criou pra enfrentar o mundo. Pode vir com CPI, pode vir com o que senhor tiver dentro das suas legalidades que eu estou aqui para enfrentar”, bradou a vereadora.
 
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