Explicação rasteira dada pelas autoridades é a mesma de todo ano para explicar as centenas de casos de afecções respiratórias entre a população de Vilhena.
Tosse, garganta inflamada, faringite etc. tem causado superlotação do Hospital Regional nos últimos dias.
Na manhã de quarta-feira, a FOLHA comprovou que só havia um leito disponível para internação em toda a ala pediátrica.
Na maternidade, todos as vagas estavam ocupadas, mas a alta das novas mamães estava sendo postergada por conta de infecções oportunistas em recém-nascidos.
Entre as crianças internadas, o quadro era praticamente o mesmo: infecção de garganta, acompanhada de febre, peito “chiando” e nebulizadores funcionando a todo vapor.
O surto de pneumonia viral preocupa o médico Cleverson Tabalipa, que assumiu o plantão do pronto-socorro na manhã de quarta-feira: “Não temos como diagnosticar o quadro de imediato, pois o exame de cultura tem que ser feito fora de Vilhena, mas o surto é evidente”.
O fato é negado pelo secretário municipal de Saúde, Vivaldo Carneiro. Na Vigilância Epidemiológica do hospital, a posição é a mesma do chefe: “Trabalho aqui há 13 anos e, nessa época, até julho, o aumento nos casos é esperado”, afirma Érica Aparecida, às voltas com as estatísticas sobre a incidência de casos, que só deve ficar pronta na semana que vem
Saiba o que está acontecendo nesta parte do Hospital Regional em matéria exclusiva do repórter especial Carlos Macena na edição impressa da FOLHA que circula neste sábado.