Radialista pregou para presos recentemente

Apesar da prisão do corpo, a alma pode encontrar a liberdade. É com esta filosofia que um grupo de presidiários está fazendo um trabalho religioso dentro da Casa de Detenção de Cerejeiras. O presídio, que tem hoje cerca de 160 detentos, abriga prissioneiros de baixa e média periculosidade, desde pequenos traficantes de droga a homens acusados de estupro infantil.

O grupo chamado “Evangelização Carcerária Interna” (ECI) é composta por presos que estão no regime fechado. O presidente da ECI, Antônio Carlos, por exemplo, cumpre pena. Numa correspondência enviada à direção da Cadeia Pública de Cerejeiras, Antônio Carlos se definiu como “preso, mas por estar em Jesus, liberto atrás das grades”.

Pelo menos três vezes por semana, líderes religiosos fazem trabalho de evangelização na prisão cerejeirense. As igrejas interessadas fazem um registo na direção da cadeia, que agenda um dia para cada denominação religiosa fazer o trabalho de espiritualidade dentro da prisão. São realizados cultos, distribuição de Bíblias, livros e folhetos, dentre outras atividades. Os presos que quiserem participar podem sair das celas e ficaram num corredor interno da cadeia.

O radialista e jornalista Elizeu Evangelista, que é presbítero da Igreja Presbiteriana Renovada de Cerejeiras, esteve fazendo um trabalho religioso na prisão do município recentemente. No ano passado, o comunicador também entregou livros do Novo Testamento na cadeia, junto com os Gideões Internacionais, grupo religioso que distribui Bíblias no mundo todo.