Com nova regra, eleitores votarão em listas elaboradas por partidos

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), anunciou que pretende aprovar, ainda este ano, algumas mudanças na Lei Eleitoral, que serão aplicadas no pleito municipal de 2020, quando todas as cidades do país vão às urnas para escolher prefeitos e vereadores (confira aqui).

Entre as medidas propostas, uma chama a atenção: a votação em lista fechada, que pode fazer com que os eleitores de 51 das 52 cidades de Rondônia (incluindo Vilhena), não escolham mais seus vereadores pelos nomes. Clique aqui e entenda a proposta.

Pela nova regra, que segundo Maia tem o apoio da Justiça Eleitoral, os partidos apresentam uma relação de nomes já pré-definidos e o eleitor vota na lista inteira.

O problema é a definição destes nomes: quem encabeça a lista tem mais chances e praticamente elimina as possibilidades de vitória de quem não tem influência nos partidos.

No sistema de “lista fechada”, cabe às legendas definir os nomes dos que irão concorrer a vagas nos Parlamentos. Na prática, ninguém escolhe mais as pessoas e sim os partidos, que decidem inclusive a ordem dos candidatos, podendo colocar na frente quem jamais teria chances numa disputa convencional.

Se a novidade passar mesmo a vigorar, quem já está exercendo mandatos também se beneficia, pois tende a integrar as listas tendo seus nomes nas primeiras posições.

Em Vilhena, dos 13 vereadores, apenas dez devem disputar a reeleição: os que provavelmente não irão encarar as urnas são Célio Batista (PR) e Valdete Savaris (PPS), por opção. Marcos Cabeludo (PHS), que hoje recebe salário, mas está impedido de exercer mandato, será barrado pela justiça.