Presidente da Comissão diz que não vai pedir prorrogação de prazo
 
O mês de agosto não começou bem para o vereador afastado Marcos Cabeludo (PHS). Recém-empossado no lugar de um dos ex-colegas cassados (Carmozino Taxista, do PSDC, que também perdeu o cargo por crime eleitoral) por envolvimentos em um esquema de corrupção para liberação de loteamentos na cidade, ele não frequenta as sessões da Câmara de Vilhena por determinação da justiça.
 
Marcos Cabeludo, que na última eleição não se elegeu diretamente, ficando como suplente, assumiu em junho, mas não participou de nenhuma sessão. Ontem, a Câmara aceitou a denúncia contra ele e abriu uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suas ações.  Ele foi um dos sete vereadores presos em Vilhena no ano passado, acusado de se beneficiar de propinas pagas por donos de empreendimentos imobiliários
 
Ontem mesmo foram escolhidos por sorteio os membros da CPI. O Vereador Rogério Golfetto (PMN) presidirá a comissãoI; a relatoria ficou com a vereadora Vera da Farmácia (PMDB); e como membro está a vereadora Professora Valdete Savaris (PPS), que também chegou à Câmara pelo atalho, herdando o mandato de Júnior Donadon (PSD, um dos cassados pela CPI anterior.
 
A Comissão tem o prazo de 90 dias para avaliar documentos, ouvir testemunhas e formular o relatório pedindo a cassação ou não do vereador investigado. 
 
O presidente da CPI, vereador Rogério Golfetto, disse que os trabalhos começam imediatamente e que tudo será feito com muito critério. Ele revelou que não irá pedir prorrogação de prazo. “Nós vamos trabalhar com o prazo máximo de 90 dias e faremos o que estiver ao nosso alcance para entregarmos o relatório dentro deste período”, disse.