Ronildo Macedo, Suchi e Rafael Maziero foram sorteados para comporem a Comissão Parlamentar de Inquérito
Com o plenário lotado a Câmara Municipal de Vilhena, em sessão extraordinária na noite desta terça-feira (31) acatou a denúncia feita pelo advogado Caetano Neto que pede a cassação dos vereadores presos Junior Donadon (PSD), Carmozino Alves (PSDC) e Vanderlei Graebin (PSC).
A denúncia, assinado por milhares de vilhenenses, cita que o trio de vereadores, embora eleito e empossado de forma legítima, está preso provisoriamente suspeito dos crimes de corrupção envolvendo a liberação de loteamentos na cidade.
Após lida, a denúncia foi colocada em discussão e depois de discursos curtos e favoráveis a abertura da CPI dos vereadores Samir Ali (PSDB), França Silva (PV) e Rafael Maziero (PSDB), a denúncia foi para votação e sem nenhum voto contrário foi aprovada.
Depois da aprovação de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito, foi feito o sorteio dos membros da CPI. Os nomes de todos os vereadores foram postos numa urna e membros da imprensa sortearam os nomes. O primeiro a sair foi o do vereador Célio Batista, que encontra-se em tratamento médico e por esta razão, o presidente da Câmara Municipal ordenou o sorteio de novo nome para substituir Batista. Na sequência foram sorteados: Ronildo Macedo (PV), Suchi (PTN) e Rafael Maziero (PSDB).
Os vereadores que agora compõem a comissão devem se reunir ainda nesta terça-feira, ou nas primeiras horas da quarta-feira (01) para decidirem quem será o presidente e o relator do processo.
A Comissão terá 90 dias para apresentar o relatório. O vereador Suchi não acredita que o documento seja entregue antes do prazo. “Nós temos uma missão importante que é a de resgatar o nome desta casa, e para isso precisamos ser justo, vamos fazer uma investigação transparente e com embasamento jurídico para que não erremos na nossa decisão, e por isso não acredito que concluamos este trabalho num período inferior à 90 dias”, disse.
Para o vereador Rafael Maziero, a denúncia que chegou é muito branda e requer um trabalho minucioso de investigação para se chegar a uma decisão sobre o futuro dos denunciados. “Agora temos 90 dias para fazer toda uma investigação, que é para isso que serve uma CPI; então nestes 90 dias nós estaremos estudando o caso juntando provas para que cheguemos ao final com uma decisão sobre cassar ou não os mandatos deles”, disse.
Sobre a denúncia ter partido do povo ao invés da Casa que o representa, o vereador Ronildo Macedo, argumentou que o legislativo municipal ainda está em recesso, mas que não tem nenhuma dúvida de que um pedido de cassação seria apresentado tão logo o legislativo voltasse às atividades. “Agora é trabalhar no levantamento de provas para que possamos apresentar um relatório sólido ao final do prazo”, disse.