Numa votação surpreendente, concluída instantes atrás, a Câmara de Vereadores de Vilhena rejeitou a proposta coletiva da própria Casa, que aumentava de dez para quinze o número de vagas no Parlamento. A matéria já havia sido discutida e, na segunda discussão, apenas o vereador José Garcia (DEM) havia se mostrado contrário à ampliação do Legislativo. O parlamentar democrata argumentou que preferia ouvir a população para que a questão fosse decidida pelos próprios eleitores. Na sessão de hoje, votaram a favor das 15 vagas os vereadores Eliane da Emater (PV), José Cechinel (PSC) e Jacy Alves (PMDB). Contra o aumento se posicionaram Pedro Panta (PRP), Carmozino Taxista (PSDC), Cabo João (PTB), José Garcia (DEM) e Elias Músico (PSC). Vanderlei Graebin (PSC) se absteve de votar. Marcos Cabeludo (PHS), o presidente, não precisou se posicionar quanto ao assunto.

Com a rejeição, a esperança dos que defendem a ampliação concentram agora na Justiça as esperanças de que a situação seja revertida. É que, segundo alguns, como a Câmara não fez a alteração que era de sua competência, caberia à Justiça Eleitoral fixar o número da cadeiras com base no número de eleitores do município. Mas, a julgar pelo histórico do Judiciário em relação a este tema, é bom que os partidários do aumento de vagas se preparem: foi nos próprios tribunais que ficou decidido, anos atrás, que a cidade teria apenas dez e não treze vereadores.