Denunciante insinua que esposa assessor teria simulado compra de terreno

Na manhã de sábado, 14, o caminhoneiro Sérgio Luiz Santini, 47 anos, procurou o FOLHA DO SUL ON LINE e mostrou a denúncia que protocolou no Ministério Público de Vilhena, pediu para que a vereadora Valdete Savaris (PPS) seja investigada no mesmo esquema que levou vários vereadores da cidade à prisão. Confira aqui a íntegra do documento.

Além da parlamentar, o denunciante pede que seja apurada a suspeita de que um ex-assessor dela teria intermediado um recebimento de propina para a aprovação de empreendimentos imobiliários na cidade. A esposa do assessor teria simulado a compra de um terreno que, na verdade, pelo menos segundo interpreta o caminhoneiro, seria uma transação “fake”,  para o recebimento de vantagem indevida.

Ao descrever suas suspeitas, no documento que protocolou no MP, Sérgio argumenta que o nome de Valdete aparece escrito a caneta, num ds documentos apreendidos pela Polícia Federal, indicando que ela teria sido contemplada com um lote. O imóvel consta de um contrato firmado entre a empresa dona do empreendimento com Idaiana Franciele Peixoto, que é esposa de Sandro Gonçalves, assessor de Valdete na época. Hoje, ele assessora outra vereadora: Vera da Farmácia (MDB).

Além das suspeitas e indícios levantados pelo denunciante no próprio processo que apura crimes contra outros vereadores pelo famoso “Esquema do Loteamento”, Santini mostrou ao site uma reportagem do jornal Diário da Amazônia (leia aqui), falando do suposto envolvimento de Valdete no caso. Ele também tirou fotos do terreno que teria sido dado a ela, através da esposa do assessor. No local está sendo construída uma casa.

Num dos trechos da denúncia por escrito dirigida ao MP Sérgio compara a situação de Valdete com a da esposa do vereador Wanderlei Graebin, que teria simulado a venda de um terreno para ocultar o crime cometido pelo parlamentar.