Clã Donadon pode se beneficiar da polarização entre Bagattoli e Japonês

Faltando mais de um ano para a eleição municipal em Vilhena, já fervem as articulações de bastidores e a disputa promete ser uma das mais imprevisíveis na história da cidade, com três grupos (ou até quatro) brigando para chegar à prefeitura.

Candidato natural à reeleição, o prefeito Eduardo Japonês (PV) aposta nas obras que vem anunciando e iniciando em vários bairros; já o empresário Jaime Bagattoli (PSL), fortalecido por um desempenho surpreendente na briga pelo Senado, no ano passado, se apresenta como representante da “nova política”.

E a família Donadon, apesar do desempenho abaixo do esperado nos últimos pleitos, pode ressurgir no cenário local exatamente pela polarização entre Japonês e Bagattoli que, em tese, disputam os mesmos votos. A conta é simples: com os prováveis 42 mil “votos bons” no ano que vem, o clã espera atingir entre 15 e 18 mil sufrágios e superar os dois adversários.

TUCANOS RACHADOS
Partido que nunca havia emplacado um único vereador em sua história na cidade, o PSDB elegeu três de uma vez em 2016, além de levar ao poder a atual vice-prefeita, Maria José.

Mas, uma ala da legenda ameaça saltar do barco do prefeito, e um dos dirigente da agremiação prega abertamente a indicação da ex-vereadora Odete Sartori (FOTO) como vice de Bagattoli. Outros acham que o cargo deveria ficar com o vereador Rafael Maziero.

Caso se concretize a estratégia tucana, Maria José só poderá disputar a reeleição se mudar de partido.