A candidata ao Senado Federal Luciana Oliveira (PT) concentra a agenda dos últimos dias de campanha em Porto Velho, com caminhadas, carreatas e reuniões em bairros da capital. A estratégia nesta reta final é ampliar o contato direto com os eleitores, buscar os indecisos e reforçar uma mensagem que esteve presente ao longo de toda a campanha: a defesa das políticas sociais e dos investimentos federais destinados a Rondônia.


Na Zona Leste, uma das regiões escolhidas para a intensificação da agenda, Luciana participou de caminhada pela avenida Amador dos Reis e de reuniões em bairros periféricos. Segundo a campanha, a candidata também tem recebido manifestações espontâneas de apoio de professores, jovens, pessoas ligadas à cultura e apoiadores de diferentes municípios do estado.


A movimentação nas ruas ocorre paralelamente ao crescimento registrado pela equipe nas redes sociais. De acordo com os números apresentados pela campanha, os conteúdos de Luciana alcançaram 23 milhões de visualizações durante o período eleitoral.


É nesse cenário que a candidata diz confiar menos na leitura tradicional da disputa e mais na reação que vem encontrando diretamente nas ruas e nas plataformas digitais.


“Pelos apoios espontâneos que estou recebendo, acredito em Deus e no DataPovo, que nunca falham e sempre surpreendem. Tenho fé que vamos convencer indecisos e virar votos até o dia 4”, afirmou.


O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado em 4 de outubro. Luciana concorre ao Senado por Rondônia com o número 133.


Nos encontros realizados em Porto Velho, a candidata tem retomado políticas públicas e investimentos federais que chegaram à capital e ao interior do estado durante governos do PT. A intenção é aproximar números e programas da realidade das famílias e reforçar o impacto dessas ações no cotidiano. No residencial Cristal da Calama, por exemplo, Luciana destacou a dimensão do Minha Casa, Minha Vida. O conjunto possui 2.941 unidades habitacionais vinculadas ao programa federal.


A candidata tem utilizado exemplos como habitação popular, Samu, Farmácia Popular, novas unidades de saúde, expansão da educação federal, ações destinadas à agricultura familiar e investimentos em infraestrutura para sustentar o discurso de que a presença do governo federal precisa ser lembrada também fora dos períodos de inauguração.


A ponte binacional entre Guajará-Mirim e Guayaramerín, na Bolívia, também aparece entre os projetos destacados pela campanha.


Ao longo da campanha, Luciana percorreu municípios como Nova Mamoré e Guajará-Mirim apresentando obras, serviços e programas federais, ao mesmo tempo em que realizou reuniões com produtores rurais, comunidades indígenas, trabalhadores e lideranças locais. Agora, a campanha entra na etapa de maior concentração na capital.


O discurso também procura estabelecer contraste entre políticas sociais implementadas ou retomadas pelos governos petistas e o período do governo Jair Bolsonaro. Em Porto Velho, essa comparação tem sido feita principalmente a partir de programas que chegam diretamente às famílias, como habitação, saúde, transferência de renda e acesso a serviços públicos. A candidata também prepara o encerramento de sua participação no horário eleitoral. O último programa está previsto para ir ao ar no dia 30 e foi gravado, de forma inédita na campanha, dentro de uma embarcação no rio Madeira.


A escolha do cenário acompanha uma estratégia utilizada por Luciana ao longo dos últimos meses: relacionar a candidatura à identidade de Rondônia e da Amazônia e utilizar espaços reconhecidos pela população como parte da narrativa política. Nos últimos dias antes da votação, a orientação é intensificar a presença física em Porto Velho, manter a circulação dos vídeos de apoiadores e utilizar as redes para alcançar eleitores que ainda não definiram o voto.


Para Luciana, a reta final será decidida também fora dos levantamentos eleitorais tradicionais, no contato direto e na capacidade de mobilização. É nesse sentido que ela passou a resumir sua expectativa com a expressão “DataPovo”, associando o termo às manifestações espontâneas que afirma receber durante a campanha.


Lula é candidato à reeleição à Presidência da República com o número 13; Expedito Netto, candidato ao Governo de Rondônia com o número 13; e Luciana Oliveira, candidata ao Senado Federal com o número 133.