Um programa exibido pelo canal Globo News esta semana destaca a possibilidade de a eleição presidencial brasileira, cujo primeiro turno da votação acontece no próximo domingo, 4, acabar já nesta fase na disputa.
Se confirmada, essa hipótese contrariaria as pesquisas de intenção de votos, que apontam para um segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Mas, a jornalista Julia Duailibi, apresentadora do programa, aponta o impacto da abstenção do eleitorado na eventual vitória de um dos dois candidatos.
No programa televisivo, que também foi postado nas redes sociais, a comunicadora explica a influência deste número cada vez maior de eleitores que não comparecem às urnas para votar. Inclusive, no texto que acompanha o vídeo, é feita uma menção à abstenção recorde registrada em Rondônia, a maior do Brasil em 2022.
Em uma eleição apertada, uma das discussões nesta reta final é a possibilidade de haver segundo turno. Isso porque os candidatos da chamada terceira via podem perder votos até a eleição, com o chamado voto útil, abrindo espaço para que Lula ou Flávio Bolsonaro alcancem mais votos válidos.
É um cenário possível, mas considerado improvável hoje pela maioria dos marqueteiros e integrantes de institutos de pesquisa ouvidos pela Globo News. A abstenção também será um fator importante.
Desde a redemocratização, o número de votos válidos e a taxa de abstenção oscilaram. No primeiro turno de 2022, foram 118,2 milhões de votos válidos e 20,9% de abstenção, o equivalente a mais de 32 milhões de eleitores aptos que não compareceram às urnas.
Naquele ano, Rondônia teve a maior taxa de abstenção entre os Estados, com 24,64%, seguida por Mato Grosso, com 23,37%, e Rio de Janeiro, com 22,73%. Roraima registrou a menor taxa, de 16,70%, seguida por Paraíba, com 17,29%, e Ceará, com 17,43%.
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