Flori diz que já tem recursos para “megaposto de saúde” e promete implantar SAMU na cidade
 
Na reta final da campanha para prefeito de Vilhena, o FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou os três candidatos ao cargo, para permitir que o eleitorado da quarta maior cidade de Rondônia conheça as propostas de cada um. Hoje, quem expõe suas ideias é o Delegado Flori, prefeito que disputará a reeleição no próximo domingo, 06, concorrendo pelo Podemos.
 
Flori assumiu o cargo após vencer o pleito suplementar de 2022, e tomou posse mostrando um estilo “brigão”, desafiando vereadores e algumas categorias de servidores do município. Em um ano e meio de gestão, exibe o que considera a maior conquista de seu mandato: os bons resultados na saúde, cuja gestão é de responsabilidade da Santa Casa de Chavantes, que venceu o chamamento público para executar o serviço.
 
E é justamente esse modelo que Flori pretende manter e ampliar: o prefeito garante já ter os recursos para construir o maior posto de saúde da região Norte do Brasil, que ficará no bairro Moysés de Freitas. Também diz que só depende de autorização do governo federal para implantar em Vilhena uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
 
Questionado sobre o custo desta gestão terceirizada na saúde, o mandatário vilhenense apresenta números: segundo ele, o setor consumia, em 2022, exatos 27,76% do orçamento do município; hoje, segundo o entrevistado, são gastos 22,46%, e com mais opções de tratamentos médicos oferecidas.
 
O prefeito diz que a saúde do município hoje recebe mais verbas do Estado a da União graças à competência na gestão e eficiência na prestação de serviços. Mas ele diz que é possível melhorar ainda mais o segmento, fazendo alguns ajustes, o que prevê, caso seja reeleito.
 
Outro gargalo que o prefeito aponta e que precisa ser resolvido é o trânsito da cidade, alvo frequente de queixas. Mais uma vez, Flori apresenta dados estatísticos sobre o assunto: segundo garante, em 2006 Vilhena tinha 19 mil veículos e uma população de 50 mil pessoas; hoje, a frota é de 81 mil veículos e a população chegou a 108 mil pessoas.
 
Entre as soluções para melhorar o tráfego, o prefeito promete resolver um velho problema: as travessias da BR 364 que corta a cidade. Ele diz que apresentará ao DNIT os projetos de uma empresa contratada para a construção de pelo menos três “trincheiras” (túneis) ao longo do trecho urbano da rodovia.
 
Perguntado sobre a diferença entre comandar a Polícia Federal, função que acabou lhe projetando como político, o delegado licenciado explica: “a delegacia da PF estava organizada quando eu peguei, mas a prefeitura era uma verdadeira bagunça. Arrumamos muita coisa e o que falta a gente coloca no lugar a partir do ano que vem, se os vilhenenses me concederem a honra de um segundo mandato”
 
Flori não quis “contar vantagem”, mas disse estar confiante em um bom resultado nas urnas no domingo, quando os vilhenenses julgarão seu trabalho de menos de dois anos e decidirão se ele merece um novo mandato integral. E será na segunda gestão que, conforme o prefeito, ele conseguirá conquistas ainda maiores, tanto em obras quanto em serviços e eficiência administrativa, por já ter aprendido a “dominar a máquina”.