Corpo da vítima foi encontrado em sua casa, na Linha 125, zona rural de Vilhena
 
Foi concluído pela Delegacia de Homicídios de Vilhena, o inquérito que investigou a morte do ex-açougueiro Luiz Carlos Ribeiro dos Santos, de 53 anos, cujo corpo, com uma perfuração de bala, foi encontrado dentro de sua casa, na Linha 125, área rural de Vilhena, na manhã do dia 23 de fevereiro deste ano (LEMBRE AQUI).
 
No dia em que a vítima foi localizada, o proprietário de um sítio vizinho e o caseiro foram presos, devido um já possuir mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas e o outro, por ter assumido a propriedade de munições localizadas no imóvel, que seria a pessoa que encontrou Luiz morto, ao suspostamente ter se dirigido até sua casa pela manhã, para tomar café com vítima, como fazia todos os dias.
 
Porém, no decorrer das investigações, foi levantado que, no final da tarde do dia anterior, até meados da noite, o proprietário do sítio vizinho, juntamente com seus irmãos, compraram bebidas alcoólicas e se dirigiram até a propriedade onde D.A.S. trabalhava como caseiro, passando pela casa de Luiz, que era conhecido por todos como “Garnisé” e o convidou para beber junto.
 
Ainda segundo as investigações, ali permaneceram até por volta das 22h00, quando o proprietário voltou para a cidade com os irmãos e deu carona para Luiz, que além de ter ingerido bebida alcoólica, andava fazendo uso de muleta.
 
Neste momento, o caseiro, que confessou o crime após a Polícia Civil localizar, a cerca de 800 metros da propriedade onde este trabalhava, duas espingardas envoltas em um saco, sendo que uma condizia com o calibre do disparo efetuado no peito da vítima e com o das munições encontradas no imóvel no dia do crime, o que acabou o levando para a prisão inicialmente, teria se dirigido até a casa de Luiz e efetuado um único disparo, que matou a vítima, que estava sentada em um colchão no chão.
 
Segundo o depoimento de D., após ser deixado em casa, Luiz teria retornado até sua residência pedindo mais bebida e este relatou que não tinha, porém, ainda segundo ele, a vítima afirmou que iria buscar algo que faria a bebida aparecer rapidinho.
 
Como D. entendeu a fala de Luiz como uma ameaça, se apossou de uma espingarda e, enquanto a vítima seguia pela estrada, este o acompanhava pela mata, até que ao chegar na casa onde “Garnisé” morava, este entrou e fez um gesto como se fosse pegar algo sob o colchão, o levando a atirar primeiro, uma vez que ficou de tocaia do lado de fora do imóvel.
 
Porém, a Policia Civil acredita que em nenhum momento Luiz retornou até a casa de D. naquela noite e que a vítima apenas se preparava para dormir, pois o tiro foi desferido de cima para baixo mostrando que o homem já estava sentado no colchão, não sendo localizada no imóvel nenhuma arma de fogo.
 
Diante dos fatos, D. foi indiciado por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, com emprego de traição, uma vez que Luiz jamais poderia supor que estava sendo vigiado, o que também tornou impossível as chances de defesa da vítima.
 
Com a conclusão do inquérito, o delegado Núbio Lopes representou pelo pedido de prisão do agente, que já havia sido liberado sob fiança pelo crime de porte ilegal de munição, sendo esta cumprida no dia 19 de julho.