Cada falta provoca desconto de R$ 1.500 no salário 

A Polícia Federal não fala sobre novas prisões de vereadores em Vilhena e nenhuma outra autoridade admite isso, mas esta é uma possibilidade cada vez mais real, diante das revelações que estão vindo à tona com o flagrante dado no empresário José Garcia (DEM), que seria o operador do grupo de parlamentares acusados de extorquir empresários para aprovar loteamentos na cidade.

Diante da hipótese, o FOLHA DO SUL ON LINE foi apurar as eventuais conseqüências das novas prisões, caso elas se confirmem. Pelo menos mais três parlamentares foram citados, bem como os nomes de laranjas, na denúncia apresentada por um empreendedor que disse ter desembolsado mais de R$ 1,5 milhão em propinas para ver aprovados seus loteamentos.

De acordo com o Regimento Interno da Câmara, é difícil algum vereador perder o mandato este ano por causa do escândalo. Isto porque tal punição só é imposta após 11 faltas consecutivas às sessões e, para concluir a atual legislatura faltam apenas 6 reuniões. O site também descobriu que, para cada ausência, o edil faltoso sofre desconto de R$ 1.500 no salário.

A lei também prevê que, caso o número de votos na Câmara seja reduzido a menos de sete, os suplentes precisam ser convocados. São várias as matérias em discussão que exigem pelo menos dois terços dos votos, caso do Orçamento do Município, que está sendo apreciado nestes últimos dias. A composição do Parlamento atual comporta dez cadeiras, número que será elevado para 13 a partir de 2017.