Homem que contraiu tinha viajado para Candeias do Jamari
Foi registrado, no início deste mês, em Cerejeiras, o caso de uma das doenças mais antigas da região do Cone Sul: a malária. A incidência da doença no município não é razão para alarme, mas, conforme avisam os profissionais de saúde, é motivo de precauções, especialmente para moradores da região que visitarem locais onde o foco da malária ainda existe.
Segundo apurações do FOLHA DO SUL ONLINE, o cerejeirense que contraiu a doença é um homem de 49 anos. Conforme registros da FUNASA no município, o paciente, que descobriu a doença após exame num laboratório particular, esteve internado no hospital municipal de Cerejeiras no início deste mês. Ainda de acordo com esses registros, o homem começou a sentir os sintomas da doença no dia 29 de julho, após voltar de uma viagem a Candeias do Jamari. Sinais da enfermidade, dentre outros, são febre e dor de cabeça. O registo do doente na FUNASA foi feito no dia 08 de agosto.
Diz o técnico em saúde Genésio Gomes, conhecido em Cerejeiras como Genésio da Sucam, que trabalhou no combate à doença no município no tempo da colonização, que a constatação de um caso na região não é motivo de alarde, mas faz uma recomendação. “Esse registro é típico do que chamamos de casos importados, ou seja, quando a pessoa vai para um local de risco e se infecta com o mosquito Anopheles, o transmissor da malária. Não temos essa doença ativa aqui no município, mas recomendamos a quem for viajar para esses lugares que tomem cuidado”, disse.
O cerejeirense infectado pela malária tomou medicamentos e passa bem. No entanto, segundo Genésio da Sucam, a doença é perigosa. “Se não for tratada, a malária pode matar em alguns casos. E é bom ficarmos alertas, porque vivemos numa região em que existem riscos. Na verdade o mosquito transmissor ainda existe aqui no Cone Sul. O que não existem são pessoas infectadas para o mosquito transmitir a doença”.